Já são 05:27 do dia 10/07/2010. Ainda estou tentando vencer a insônia. Usei-a para expulsar a tristeza que me domina há um ano, dois meses e seis dias, desde que sofri um aborto. Nesse dia eu perdi o sonho mais esperado de toda uma vida. Como toda futura mãe de primeira viagem, eu fui uma sonhadora...
Sonhei com o nascimento, sonhei com imagens como essas abaixo:


Mas Deus não deixa seus filhos perderem a esperança, então é hora de dizer adeus ao(à) filho(a) que não tive e alimentar novos sonhos.
Para a nova etapa da minha vida me veio à mente um poema da Melliss que eu gosto muito, e é uym dos motivos que me mantiveram de pé nas horas de choro, vazio e solidão, mesmo estando amparada por esposo e familiares.
Filho do coraçãoNão habitou meu ventre,
mas mergulhou nas entranhas da minha alma...
Não foi plasmado do meu sangue,
mas alimenta-se no néctar de meus sonhos...
Não é fruto de minha hereditariedade,
mas molda-se no valor de meu caráter...
Se não nasceu de mim,
certamente nasceu para mim...
E se mães também são filhas,e se filhos todos são...
duplamente abençoado és,
meu filho do coração!!